A transformação industrial em direção a processos mais sustentáveis já deixou de ser uma promessa distante. Hoje, ela está no centro das decisões estratégicas, especialmente em setores que dependem de escala, consumo de energia e uso intensivo de materiais. Nesse cenário, Elias Assum Sabbag Junior avalia que o avanço das energias renováveis e o redesenho de embalagens plásticas têm papel decisivo para reduzir impactos ambientais sem comprometer eficiência produtiva.
A pressão vem de vários lados. Há exigências de mercado, compromissos públicos de ESG, metas internas de redução de emissões e maior atenção a resíduos. Além disso, cadeias globais de fornecimento passaram a exigir critérios mais rígidos de sustentabilidade. Isso significa que produzir bem já não é suficiente. É preciso produzir com consistência ambiental e governança.
Elias Assum Sabbag Junior e o papel da energia renovável na indústria de embalagens
Elias Assum Sabbag Junior observa que energia renovável deixou de ser um tema restrito ao setor elétrico. Ela se tornou parte da estratégia industrial, porque influencia diretamente a pegada de carbono de qualquer produto. Quando uma fábrica migra para fontes renováveis, como solar ou outras alternativas, ela reduz emissões associadas à produção e fortalece sua capacidade de atender políticas ambientais mais exigentes.

Esse movimento também responde a um desafio prático. A energia é um dos custos mais sensíveis da indústria. Portanto, além do ganho ambiental, há uma busca por estabilidade e previsibilidade operacional. Em ambientes industriais, onde a produção precisa manter ritmo constante, qualquer oscilação de custo pode afetar competitividade.
Por isso, o investimento em energia renovável costuma ser acompanhado de melhorias de eficiência, como otimização de máquinas, revisão de linhas produtivas e controle mais rígido de desperdícios. E isso conecta sustentabilidade e produtividade de forma direta.
Embalagens plásticas mais eficientes: menos material, mais desempenho
Reduzir impacto ambiental não significa apenas trocar materiais. Em muitos casos, a solução está em redesenhar embalagens plásticas para usar menos insumo e entregar mais performance. A indústria tem investido em formatos que otimizam volume, melhoram empilhamento e diminuem falhas no transporte.
Quando uma embalagem é melhor dimensionada, ela reduz perdas logísticas. Isso evita avarias, diminui retrabalho e reduz devoluções. Na prática, esse tipo de ajuste impacta a operação inteira, porque o custo de um produto danificado não se limita ao item. Ele inclui transporte extra, tempo de separação, reenvio e impacto no relacionamento com o comprador.
Elias Assum Sabbag Junior destaca que o ganho ambiental aparece justamente quando a empresa reduz desperdício. Menos perdas significam menos produção adicional e menor consumo de recursos ao longo do ciclo.
Plástico corrugado como alternativa estratégica para logística e armazenagem
Entre as soluções que têm crescido nesse redesenho industrial está o plástico corrugado. Ele se destaca por ser leve, resistente e adaptável a diferentes aplicações. Sua estrutura interna ondulada, semelhante ao papelão ondulado, oferece rigidez e proteção, mas com maior durabilidade em ambientes exigentes.
O plástico corrugado pode ser usado em caixas retornáveis, divisórias, separadores e proteções internas. Além disso, apresenta boa resistência à umidade, o que o torna mais adequado para operações em que o papelão perde desempenho. Esse detalhe influencia diretamente a redução de descartes e o aumento da vida útil da embalagem.
Ao adotar esse tipo de solução, empresas conseguem padronizar processos de armazenagem e transporte. Isso melhora o controle logístico e pode reduzir o consumo de embalagens descartáveis, reforçando metas ambientais de forma mensurável.
Reciclado e pós-consumo: economia circular aplicada à indústria
O avanço das embalagens sustentáveis também passa pelo tipo de matéria-prima. O uso de reciclado e material pós-consumo cresce porque reforça a lógica da economia circular. Em vez de depender apenas de resina virgem, parte do insumo pode vir do reaproveitamento de resíduos já descartados.
Quando esse processo é bem estruturado, ele contribui para reduzir o volume de lixo, diminuir pressão sobre recursos naturais e fortalecer cadeias de reciclagem. No entanto, para funcionar de forma consistente, é necessário controle de qualidade, rastreabilidade e padronização industrial.
Elias Assum Sabbag Junior reforça que o pós-consumo tende a ganhar espaço porque o mercado passou a exigir ações concretas. Empresas querem demonstrar impacto real, e não apenas comunicar intenções. Nesse contexto, adotar matéria-prima reaproveitada se torna uma resposta objetiva.
ESG como direção de mercado e critério competitivo
O ESG não é mais apenas uma pauta institucional. Ele se tornou um critério competitivo. Muitas empresas passaram a considerar indicadores ambientais e sociais na escolha de fornecedores e parceiros. Isso afeta diretamente a indústria de embalagens, que é um elo importante em praticamente todas as cadeias produtivas.
Ao combinar energia renovável com soluções de embalagens mais eficientes, a indústria consegue reduzir emissões, diminuir resíduos e fortalecer governança. Além disso, ganha consistência em auditorias, relatórios e processos de conformidade, o que tem peso crescente no mercado.
Um redesenho industrial que veio para ficar
A tendência de redesenho dos processos industriais não deve desacelerar. Ao contrário, ela tende a se aprofundar. A adoção de energia renovável, a ampliação do uso de reciclado e pós-consumo e a busca por materiais mais duráveis, como o plástico corrugado, apontam para um novo padrão de produção.
Nesse cenário, Elias Assum Sabbag Junior representa uma visão alinhada ao que o mercado exige. Uma indústria mais eficiente, tecnicamente consistente e preparada para reduzir impacto ambiental sem perder competitividade.
Autor: Ana Santiago
