O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, apresenta que a robótica nas escolas públicas tem se consolidado como uma das estratégias mais eficazes para aproximar alunos da educação básica do universo da tecnologia e da inovação. Com isso, investir nesse tipo de projeto é fundamental para reduzir a distância entre o conteúdo escolar e as competências exigidas pelo mercado de trabalho contemporâneo.
Além de despertar interesse por ciência e engenharia, a robótica educacional estimula habilidades transversais, como trabalho em equipe, resolução de problemas e pensamento lógico, que são essenciais em qualquer área profissional.
Se você deseja compreender mais como a robótica pode formar destaques para o futuro este artigo é para você! Leia e saiba mais.
O que é robótica educacional e como ela funciona na prática?
A robótica educacional utiliza kits modulares compostos por sensores, motores e placas programáveis, que permitem aos alunos construir e programar pequenos robôs. As atividades normalmente envolvem desafios progressivos, nos quais os estudantes precisam criar soluções para problemas específicos, como seguir linhas, desviar de obstáculos ou executar tarefas automatizadas.

Esse modelo de aprendizagem é especialmente eficaz porque transforma conceitos abstratos de matemática, física e lógica em experiências concretas, neste caso, em vez de apenas aprender fórmulas, os alunos veem o resultado direto de suas decisões de programação e montagem.
Sergio Bento de Araujo alude que as plataformas mais utilizadas costumam empregar linguagens de programação por blocos, facilitando o acesso mesmo para estudantes sem experiência prévia em código, o que torna a robótica viável desde os primeiros anos do ensino fundamental.
Concursos e olimpíadas de robótica como estímulo educacional
Além das atividades em sala de aula, concursos e olimpíadas de robótica desempenham papel importante na consolidação do aprendizado. Nessas competições, equipes de estudantes precisam desenvolver projetos dentro de regras específicas, aplicando conhecimentos técnicos, planejamento e cooperação.
Segundo o empresário, Sergio Bento de Araujo, esse ambiente competitivo saudável amplia o engajamento dos alunos e ajuda a desenvolver competências socioemocionais, como comunicação, liderança e gestão de tempo. Ao mesmo tempo, estimula o interesse por carreiras ligadas à engenharia, tecnologia da informação e automação.
Muitos desses eventos também promovem intercâmbio entre escolas públicas e privadas, universidades e instituições técnicas, criando redes de aprendizado que extrapolam os limites da sala de aula tradicional.
Inclusão digital e redução de desigualdades educacionais
A presença da robótica em escolas públicas têm impacto direto na inclusão digital, ressalta Sergio Bento de Araujo, visto que, para muitos estudantes, esse é o primeiro contato com programação, eletrônica e conceitos de automação, áreas que historicamente estavam restritas a ambientes com maior infraestrutura.
Ampliar o acesso a essas ferramentas é uma forma concreta de democratizar oportunidades, permitindo que alunos de diferentes contextos sociais desenvolvam competências valorizadas no mercado de trabalho tecnológico.
Quando combinada com políticas de formação de professores e investimentos em laboratórios escolares, a robótica educacional pode se tornar um instrumento estratégico de desenvolvimento regional, formando jovens aptos a ingressar em cursos técnicos e profissionalizantes.
Desafios para ampliar a robótica na rede pública
Apesar dos benefícios, ainda existem obstáculos para a expansão da robótica nas escolas públicas, expressa Sergio Bento de Araujo, entre eles estão a falta de infraestrutura, a necessidade de capacitação contínua dos professores e a limitação de recursos financeiros para manutenção dos equipamentos.
Superar esses desafios exige articulação entre poder público, iniciativa privada e instituições de ensino técnico e superior. Programas de parceria, doações de equipamentos e formação docente são estratégias que já demonstram resultados positivos em diversas regiões. Outro ponto importante é a integração da robótica ao currículo, evitando que ela seja tratada apenas como atividade pontual, sem continuidade pedagógica.
Robótica como base para a educação tecnológica do futuro
A robótica nas escolas públicas representa muito mais do que uma atividade inovadora: ela é uma porta de entrada para a formação tecnológica e para o desenvolvimento de competências alinhadas às transformações do mercado de trabalho, como considera Sergio Bento de Araujo.
Investir nesse tipo de educação prática é uma estratégia de longo prazo para preparar jovens para profissões técnicas, fortalecer a indústria e promover inclusão social por meio do conhecimento. Ao aproximar ciência, tecnologia e educação básica, a robótica ajuda a construir uma geração mais preparada para lidar com sistemas inteligentes, automação e inovação, pilares centrais da economia contemporânea.
Autor: Ana Santiago
