Conforme explica Ediney Jara de Oliveira, ignorar o comportamento dessa geração significa perder de vista uma das forças mais relevantes da economia global na próxima década. A Geração Z, formada por jovens que cresceram conectados, já movimenta bilhões em consumo e imove decisões muito além da sua faixa etária. Siga a leitura e entenda que marcas, investidores e governos observam como esses novos hábitos redefinem prioridades, pressionam empresas por posicionamento e aceleram mudanças em vários setores.
Quem é a Geração Z e como ela consome?
A Geração Z reúne pessoas nascidas a partir do fim dos anos 1990 e início dos 2000, adolescentes e jovens adultos que nunca conheceram o mundo sem internet, redes sociais e smartphones. Para esse público, a fronteira entre online e offline praticamente desaparece, o que muda a forma de pesquisar, comparar e decidir compras. No entendimento de Edinei Jara de Oliveira, essa geração valoriza velocidade de resposta, transparência e coerência entre discurso e prática das marcas.
Valores que orientam as escolhas da Geração Z
A Geração Z tende a enxergar consumo como extensão de identidade. Produtos, serviços e experiências funcionam também como mensagens sobre quem a pessoa é ou deseja ser. Marcas que se mostram indiferentes a temas sociais ou ambientais perdem apelo para esse público, especialmente quando concorrentes comunicam compromissos concretos.
Outro traço frequente é a busca por autenticidade. Campanhas muito polidas, distantes do cotidiano real, geram desconfiança. A geração responde melhor a narrativas transparentes, conteúdos produzidos em formato mais espontâneo e diálogos diretos nas redes. Além disso, a combinação entre cuidado com a saúde mental, preocupação com o futuro do planeta e desejo de flexibilidade impulsiona gastos em experiências, educação, bem-estar e serviços digitais.

Impactos nas estratégias das empresas e na economia global
À medida que a renda da Geração Z aumenta, empresas adaptam produtos, canais e mensagens para dialogar com esse novo padrão de consumo. Setores como moda, alimentação, entretenimento, tecnologia e serviços financeiros são obrigados a rever modelos de negócio. Como sugere Ediney Jara de Oliveira, isso afeta não apenas a comunicação, mas toda a cadeia: fornecedores, logística, atendimento e governança.
Consumidores mais atentos pressionam por cadeias produtivas rastreáveis, menor desperdício e postura ética em toda a operação. Países e empresas que respondem com agilidade tendem a ganhar competitividade global, enquanto estruturas rígidas enfrentam dificuldades para acompanhar o ritmo das mudanças. O impacto reflete em investimentos, acordos comerciais e políticas públicas focadas em inovação e sustentabilidade.
Setores mais impactados pelas escolhas da Geração Z
O entretenimento foi um dos primeiros segmentos a sentir a força da Geração Z. Streaming, games online, criadores de conteúdo e plataformas sociais reorganizaram o mercado de mídia, deslocando verbas de publicidade e redesenhando formatos de produção. No varejo, o comércio eletrônico ganhou impulso adicional, com preferência por compras via aplicativos, social commerce e influenciadores como parte central da jornada. Conforme pontua Edinei Jara de Oliveira, serviços financeiros também passam por transformação intensa, com carteiras digitais, bancos nativos digitais e soluções de pagamento instantâneo ganhando espaço.
O que a Geração Z sinaliza para o futuro do consumo?
Observar a Geração Z é também antecipar tendências que provavelmente influenciarão outras faixas etárias. Velocidade, conveniência, propósito, transparência e experiência integrada tendem a se consolidar como expectativas padrão, não exceções. Como resume Ediney Jara de Oliveira, a economia global caminha para um cenário em que empresas precisam conciliar eficiência, impacto socioambiental positivo e diálogo permanente com comunidades de consumidores mais informados e exigentes. Negócios que entendem esse movimento desde agora conseguem ajustar portfólio, investir em canais digitais relevantes e fortalecer práticas de governança alinhadas aos novos valores.
Autor: Ana Santiago
